
Créditos: Daily Telegraph
Só os grandes vencem em Monza. Essa frase reproduz o grande momento vivido por Rubens Barrichello na Fórmula 1, coroado pela vitória no Grande Prêmio da Itália, hoje. Desde sua estréia, em 1993, passando pelas suas cinco temporadas na Ferrari, até hoje, próximo do final da carreira, o decano da categoria máxima do automobilismo está no auge. Está guiando muito mais que Jenson Button. Claro que o carro BrawnGP BGP001, empurrado pelo canhão Mercedes Benz, ajuda muito, mas o brasileiro está bem melhor agora do que no início da temporada. Se adaptou ao carro no decorrer do ano.
Com a vitória de hoje, a diferença entre Button, o líder, e Barrichello, segundo colocado, caiu para apenas 14 pontos. Uma diferença que já foi de 27. Faltam quatro provas para o final da temporada (Cingapura, Japão, Brasil e Abu Dhabi). É possível, porém pouco provável. Button deixou de completar somente uma prova (Spa). Além de Barrichello guiar muito e manter seu ritmo, seria necessário que o inglês deixasse de pontuar em pelo menos uma prova. Pela consistência dos carros da Brawn Mercedes, é difícil que isso venha a acontecer.
Mesmo que o título não vier, certamente é a melhor temporada da carreira de Rubinho. De desempregado, no início do ano, a postulante ao título no final da temporada. De criticado (até mesmo por este humilde blog) e achincalhado por todo o Brasil, passou a ser aclamado e admirado. Se supera mais a cada dia, e a idade parece contar somente a favor. Nem nos mais forçados filmes esportivos hollywoodianos seria possível ver histórias com a do brasileiro.
Superou o caso Ferrari/Áustria 2002, e cumpre sua missão, quase que no final da carreira. Faz com que os brasileiros tenham orgulho de seu trabalho. Ainda mais quando vemos o caso Piquet.
Parabéns, Rubinho!